Assunto: Lançamento de livro "Fragmentos de uma vida" de Carlos Ferriani - dia 16 - Livraria Martins Fontes --Av. Paulista n. 509. Horário : das 18.30h -- 21.30h
Lançamento de livro "Fragmentos de uma vida" de Carlos Ferriani - dia 16 - Livraria Martins Fontes --Av. Paulista n.o 509 Horário : 18.30h - 21.30h
Caros amigos
Vou lançar meu segundo livro, um romance - ficção e gostaria muito de contar com suas presenças.
Data: 16 de março
Local: Livraria Martins Fontes Av. Paulista n. 509 (estacionamento no local)
Horário: 18.30h às 21.30h
Haverá uma surpresa muito legal.
Sinopse:
Fragmentos de uma vida fala sobre alegrias,
sofrimentos, descobertas, encontros e desencontros.
É uma obra que alimenta o espírito, propondo
reflexões sutis a respeito de temas controversos como
relações humanas, preconceitos, religião, poder
econômico, liberdade, dentre tantos outros. Relatando
fatos, às vezes corriqueiros, às vezes incomuns,
um homem de alma poética, revive sua história. Fala
de amor, de arte, de valores. Relembra o passado e
expõe o presente, numa trama que mistura verso e
prosa, sonho e realidade.
O autor.
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Ricardo Bezerra, UBE Paraíba, convida para o Encontro de Escritores, 15 a 21 de abril
Amigos, Ricardo Bezerra, UBE Parabíba, convida a todos para o II Encontro de Escritores e Entidades Culturais , que acontecerá de 15 a 21 de abril em João Pessoa, Paraíba.
Há uma extensa programação programação sendo preparada e divulgada.
Maiores informações ou inscrições aqui ubepb@ricardobezerra.com.br ou ricardobezerra@ricardobezerra.com.br
por Eliane Ratier, via email de Ricardo Bezerra
Há uma extensa programação programação sendo preparada e divulgada.
Maiores informações ou inscrições aqui ubepb@ricardobezerra.com.br ou ricardobezerra@ricardobezerra.com.br
por Eliane Ratier, via email de Ricardo Bezerra
segunda-feira, 12 de março de 2012
Relatório da reunião da coordenadoria do Núcleo Ribeirão Preto
UBE- Núcleo de Ribeirão Preto- reunião em 25 de fevereiro
Na foto: Joaquim Maria Botelho, Menalton Braff, , Roseli Braff, Mara Senna, Regina Baptista , Eliane Ratier
A coordenadoria do Núcleo UBE-RP esteve reunida em 25 de fevereiro para fazer um balanço de 2011 e planejar os eventos de 2012.
O Núcleo foi fundado em 15 de novembro de 2010 por Menalton Braff, Roseli Braff, Ely Vieitez Lisboa, Regina Baptista, Mara Senna e Eliane Ratier.
Realizamos dois encontros festivos em 2011 com a finalidade de integrar os hoje 45 associados da UBE em Ribeirão Preto, o maior número de associados fora da capital do estado e sede da entidade.
A cidade recebeu o Congresso Brasileiro de Escritores em novembro de 2011, que reuniu escritores de norte a sul do país em encontros, palestras, mesas redondas, numa preciosa oportunidade de diálogo e conhecimento.
O Núcleo de Ribeirão Preto participou no credenciamento e recepção dos congressistas e montou uma pequena exposição dos trabalhos dos autores de Ribeirão Preto e região.
Os livros expostos foram doados para o acervo da biblioteca do Núcleo da UBE-RP junto com outros doados pelos congressistas.
Arrecadamos 75 volumes que aguardam, para breve, a instalação da biblioteca.
Nesta reunião da coordenadoria, contamos com a inesperada e bem –vinda presença do presidente Joaquim Maria Botelho.
É tempo de eleição na entidade e a chapa única é encabeçada por Joaquim. O presidente falou de alguns planos para a nova gestão como a possível criação de uma livraria da UBE e entrevistas especiais com autores da UBE a serem publicadas em jornais de grande circulação.
As articulações para um novo congresso em 2013 já estão em curso.
O Núcleo da UBE-RP tem marcado seu primeiro evento oficial.
Em 31 de março acontecerá o “Chá da UBE” onde teremos a oportunidade de trocar informações sobre nossas atividades e expormos nossos projetos para 2012. Aguardem o convite.
A UBE-RP celebrou parceria com o espaço cultural “A Coisa” que pretende realizar saraus em suas dependências. Estamos no aguardo das instruções.
Aproveitando a oportunidade do encontro selecionamos alguns nomes da literatura a serem sugeridos como convidados para a próxima Feira do Livro de Ribeirão Preto.
O Núcleo de Ribeirão Preto conta agora com mais dois membros na coordenação,Carlos Roberto Ferriani e Alfredo Rosseti, que cuidará especialmente da instalação da biblioteca da UBE-RP.
A UBE é uma instituição nacional que defende os interesses dos escritores, portanto peço uma especial atenção a alguns pontos que podem fortalecer a entidade, fortalecendo assim, cada um dos integrantes.
-levar o nome da UBE, nos currículos, feitos e presença em eventos.
- procurar participar dos eventos da área, inclusive os da iniciativa do poder público.
-incentivar a adesão de novos sócios.
- participar, no site da UBE há uma página para o autor colocar seu texto.
- estar informado, consultar o site da entidade, WWW.ube.org.br, e o blog do núcleo HTTP://uberp.blogspot.com,
-informar, através de email eliratier@hotmail.com , ou por correspondência para Rua Garibaldi 880, CEP 1401070, Ribeirão Preto.
O diálogo é nossa forma de entendimento, lidar com a palavra é o dom do escritor, o seu trabalho, e na arte, o seu prazer, o seu brinquedo.
Participem!!!
Com meu abraço, Eliane Ratier, coordenadora do Núcleo UBE-RP
Na foto: Joaquim Maria Botelho, Menalton Braff, , Roseli Braff, Mara Senna, Regina Baptista , Eliane Ratier
A coordenadoria do Núcleo UBE-RP esteve reunida em 25 de fevereiro para fazer um balanço de 2011 e planejar os eventos de 2012.
O Núcleo foi fundado em 15 de novembro de 2010 por Menalton Braff, Roseli Braff, Ely Vieitez Lisboa, Regina Baptista, Mara Senna e Eliane Ratier.
Realizamos dois encontros festivos em 2011 com a finalidade de integrar os hoje 45 associados da UBE em Ribeirão Preto, o maior número de associados fora da capital do estado e sede da entidade.
A cidade recebeu o Congresso Brasileiro de Escritores em novembro de 2011, que reuniu escritores de norte a sul do país em encontros, palestras, mesas redondas, numa preciosa oportunidade de diálogo e conhecimento.
O Núcleo de Ribeirão Preto participou no credenciamento e recepção dos congressistas e montou uma pequena exposição dos trabalhos dos autores de Ribeirão Preto e região.
Os livros expostos foram doados para o acervo da biblioteca do Núcleo da UBE-RP junto com outros doados pelos congressistas.
Arrecadamos 75 volumes que aguardam, para breve, a instalação da biblioteca.
Nesta reunião da coordenadoria, contamos com a inesperada e bem –vinda presença do presidente Joaquim Maria Botelho.
É tempo de eleição na entidade e a chapa única é encabeçada por Joaquim. O presidente falou de alguns planos para a nova gestão como a possível criação de uma livraria da UBE e entrevistas especiais com autores da UBE a serem publicadas em jornais de grande circulação.
As articulações para um novo congresso em 2013 já estão em curso.
O Núcleo da UBE-RP tem marcado seu primeiro evento oficial.
Em 31 de março acontecerá o “Chá da UBE” onde teremos a oportunidade de trocar informações sobre nossas atividades e expormos nossos projetos para 2012. Aguardem o convite.
A UBE-RP celebrou parceria com o espaço cultural “A Coisa” que pretende realizar saraus em suas dependências. Estamos no aguardo das instruções.
Aproveitando a oportunidade do encontro selecionamos alguns nomes da literatura a serem sugeridos como convidados para a próxima Feira do Livro de Ribeirão Preto.
O Núcleo de Ribeirão Preto conta agora com mais dois membros na coordenação,Carlos Roberto Ferriani e Alfredo Rosseti, que cuidará especialmente da instalação da biblioteca da UBE-RP.
A UBE é uma instituição nacional que defende os interesses dos escritores, portanto peço uma especial atenção a alguns pontos que podem fortalecer a entidade, fortalecendo assim, cada um dos integrantes.
-levar o nome da UBE, nos currículos, feitos e presença em eventos.
- procurar participar dos eventos da área, inclusive os da iniciativa do poder público.
-incentivar a adesão de novos sócios.
- participar, no site da UBE há uma página para o autor colocar seu texto.
- estar informado, consultar o site da entidade, WWW.ube.org.br, e o blog do núcleo HTTP://uberp.blogspot.com,
-informar, através de email eliratier@hotmail.com , ou por correspondência para Rua Garibaldi 880, CEP 1401070, Ribeirão Preto.
O diálogo é nossa forma de entendimento, lidar com a palavra é o dom do escritor, o seu trabalho, e na arte, o seu prazer, o seu brinquedo.
Participem!!!
Com meu abraço, Eliane Ratier, coordenadora do Núcleo UBE-RP
domingo, 11 de março de 2012
CONTRA A CENSURA
Contra a censura
Cláudio Willer, diretor da UBE, manifesta-se contra censura a dicionários e na rede social
07.03.2012
Decidi retomar em meu blog o devido tratamento dessa espantosa censura a dicionários, tal como noticiado em matéria publicada no jornal Gazeta do Povo, edição de 27 de fevereiro de 2012, dando conta de que o Ministério Público Federal quer tirar de circulação o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Para isso entrou com ação junto à Justiça Federal em Uberlândia, Minas Gerais, alegando que o dicionário contém expressões "pejorativas e preconceituosas". (A íntegra da notícia pode ser acessa por este endereço eletrônico: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1227792&tit=MPF-quer-tirar-de-circulacao-o-dicionario-Houaiss)
Fico sabendo que todas as editoras patrulhadas estão cedendo à pressão, suprimindo trechos dos dicionários: http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=67279
Isso só tem um nome: expurgo. Abre um precedente perigoso. Autores dos verbetes deviam reclamar: direitos morais, á integridade do que fizeram, continuam valendo. Onde estão as entidades científicas, de estudiosos da linguagem, diante de uma aberração dessas?
Não uso o verbo ‘denegrir’. Prefiro ‘maltratar’ a ‘judiar’. Denegrir e judiar são expressões racistas. Aliás, como assim, ‘racistas’? Preconceituosas, ofensivas, discriminatórias – racistas, não, posto que, comprovadamente, não existe ‘raça’, entre os humanos – só povos, etnias, comunidades.
Atenção, policiais do vocabulário: pra fora do dicionário, todas essas expressões incorretas – e muitas outras.
A redução ao absurdo é para mostrar aonde pode levar o precedente.
Um certo Roland Barthes, se ainda vivo, observaria que toda linguagem é assim: discrimina, hierarquiza, ao tentar ordenar um fluxo caótico. Outros diriam que a intervenção nos verbetes confunde a parte (o signo) e o todo (o significado, o ‘real’). Ou que essas intervenções são restritas à superestrutura.
Protagonistas da polêmica medieval dos realistas vs. nominalistas tinham mais nível do que essa gente que se empenha em alterar dicionários.
Poetas, criadores literários, ampliam o uso das palavras. Burocratas, censores, tentam reduzi-lo. O resultado de seu empenho seria, se bem sucedido (jamais será) distópico: um mundo como aquele do 1984 de Orwell.
É preciso reagir. Frear mais esse avanço do absurdo.
- - -
Já havia observado que gostei de associar-me ao Facebook. Abro a página inicial, vejo postagens de poesia de qualidade, imagens, vídeos, áudios. Obviamente, de entremeio a muita coisa que interessa menos. E que ignoro, abstraio. Além disso, o Facebook funciona como serviço: posso divulgar publicações e apresentações, poupando-me de enviar séries de e-mails, que por sua vez me dispensavam de enviar convites pelo correio. E sou achado por leitores … !
Contudo, a existência de censura introduz um desagradável ruído na funcionalidade da rede social. Tratei disso em postagem anterior, http://claudiowiller.wordpress.com/2012/02/25/contra-a-censura-sempre/ , a propósito das imagens dos poetas beat Allen Ginsberg e Peter Orlowsky posando nus, postadas por Rubens Zárate e suprimidas pelo Facebook. Combinamos – por sugestão de Claudio Daniel, Elizabeth Lorenzotti, Máh Luporini e outros colegas – um bombardeio de imagens de nudez e afins, culminando com algo em maior escala a 12 de março, transformado em efeméride contra a censura.
A consequência, por enquanto, foi a retirada pelo Facebook de reproduções de quadros do surrealista belga Paul Delvaux, postadas por Máh Luporini; fotos de nus artísticos, inclusive a consagrada foto de Yoko e John Lennon, por Paula Freitas; outras imagens postadas por Célia Musili; um soneto de Bocage… Isso, e bloqueios temporários das respectivas páginas com advertências de violação dos ‘padrões da “comunidade” do Facebook’, tal como expostos em https://www.facebook.com/communitystandards/ . Para efetuar tal controle, o Facebook emprega “moderadores de conteúdo”, como relatado em http://www1.folha.uol.com.br/tec/1050141-funcionario-revela-cartilha-para-censores-do-facebook.shtml
É censura. Que, nos casos aqui registrados, colide com a legislação brasileira, a começar pela Constituição:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e a propriedade, nos termos seguintes:
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença
Art. 220º A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
Como o Facebook está atuando no Brasil, deve ser enquadrado.
Além disso, as práticas do Facebook são desrespeitosas, ofensivas. Devemos nos recusar a ser tutelados, tratados como incapazes ou algo assim. E subordinar a legislação brasileira aos estatutos de uma corporação multinacional é, evidentemente, intervenção colonialista.
Quando Howl and other poems (Uivo e outros poemas) de Ginsberg foi retirado de circulação, a defesa da obra e de seu editor foi, vitoriosamente, assumida, em um caso que marcou época, por uma entidade, a “American Civil Liberties Union”.
A presente mensagem tem características de garrafa jogada ao mar, com a expectativa de encontrar juristas ou entidades que se disponham a fazer isso (há representação ou sucursal brasileira do Facebook? ou o foro teria que ser lá fora?).
Algumas observações adicionais:
Há precedentes. O episódio da exibição de L’origine du monde (A origem do mundo) de Gustave Courbet, mostrando o que vem antes do ventre de uma mulher, garantida na justiça por um usuário francês e desde então circulando livremente. Para ilustrar como algumas mudanças são lentas: entre a criação desse quadro, de 1866, e sua exposição pública no Musée d’Orsai em Paris, em 1995, passaram-se 129 anos…
Aderir ao Facebook, serviço gratuito, não implicaria aceitar seus termos? Não: sua utilização é fonte de renda, de faturamento em publicidade, determinando o multibilionário valor da rede social. Adesão é um contrato; e contrato algum pode alterar leis ou sobrepor-se a elas. O Facebook só poderia cercear aquelas manifestações expressamente vedadas pela legislação brasileira – felizmente bem liberal, vide a jurisprudência já formada em torno dos debates sobre o uso de “drogas”.
Meios de comunicação, jornais, revistas, emissoras, fazem isso, filtram, selecionam o tempo todo, argumentam alguns. Há diferenças, porém. Nenhum desses veículos se apresenta como sendo comunitário. Neles, o espaço é limitado, justificando seleção e editorialização. Nas redes sociais e ferramentas de busca, o espaço é infinito. Sua utilização e alimentação de conteúdos cabe ao usuário, não à empresa mantenedora (diretamente, nas redes sociais; indiretamente nas ferramentas de busca, que exibem páginas de terceiros). Se não fosse assim, poucos adeririam.
Usuários teriam, em princípio, o direito de não querer ver páginas com fotos de Allen Ginsberg ou quadros de Paul Delvaux. Sim – e podem exercer esse direito, apagando-as de suas páginas e até bloqueando remetentes. Filtragem pessoal não é censura, evidentemente. Na minha casa e nas minhas páginas entra o que eu quiser.
O bombardeio de imagens de nudez e afins está produzindo resultados. A censura do Facebook se tornou errática, confusa (páginas mantidas por mulheres estariam sendo objeto preferencial de intervenção? nas minhas postagens, ninguém mexeu ainda). Com a proliferação dessas postagens, irá tornar-se onerosa; obrigará à contratação de exércitos de censores. Somada à possível intervenção pela via judicial e à multiplicação do escândalo (que certamente repercutirá na imprensa), obrigará o Facebook a ceder.
Avanços na liberdade de expressão são conquistados assim: palmo a palmo.
Nesse momento, há dois grandes temas em debate, relativos ao meio digital. Um, a censura em redes sociais. Outro, as “políticas de privacidade” das ferramentas de busca, provedores de conteúdo e redes sociais. Quanto a esse assunto, se quiserem montar um “perfil” a partir de meus acessos e buscas, para comercializá-lo, então quero comissão… Chamarem a utilização comercial de informações pessoais de “política de privacidade” é, evidentemente, linguagem orwelliana.
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Cláudio Willer, diretor da UBE, manifesta-se contra censura a dicionários e na rede social
07.03.2012
Decidi retomar em meu blog o devido tratamento dessa espantosa censura a dicionários, tal como noticiado em matéria publicada no jornal Gazeta do Povo, edição de 27 de fevereiro de 2012, dando conta de que o Ministério Público Federal quer tirar de circulação o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Para isso entrou com ação junto à Justiça Federal em Uberlândia, Minas Gerais, alegando que o dicionário contém expressões "pejorativas e preconceituosas". (A íntegra da notícia pode ser acessa por este endereço eletrônico: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1227792&tit=MPF-quer-tirar-de-circulacao-o-dicionario-Houaiss)
Fico sabendo que todas as editoras patrulhadas estão cedendo à pressão, suprimindo trechos dos dicionários: http://www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=67279
Isso só tem um nome: expurgo. Abre um precedente perigoso. Autores dos verbetes deviam reclamar: direitos morais, á integridade do que fizeram, continuam valendo. Onde estão as entidades científicas, de estudiosos da linguagem, diante de uma aberração dessas?
Não uso o verbo ‘denegrir’. Prefiro ‘maltratar’ a ‘judiar’. Denegrir e judiar são expressões racistas. Aliás, como assim, ‘racistas’? Preconceituosas, ofensivas, discriminatórias – racistas, não, posto que, comprovadamente, não existe ‘raça’, entre os humanos – só povos, etnias, comunidades.
Atenção, policiais do vocabulário: pra fora do dicionário, todas essas expressões incorretas – e muitas outras.
A redução ao absurdo é para mostrar aonde pode levar o precedente.
Um certo Roland Barthes, se ainda vivo, observaria que toda linguagem é assim: discrimina, hierarquiza, ao tentar ordenar um fluxo caótico. Outros diriam que a intervenção nos verbetes confunde a parte (o signo) e o todo (o significado, o ‘real’). Ou que essas intervenções são restritas à superestrutura.
Protagonistas da polêmica medieval dos realistas vs. nominalistas tinham mais nível do que essa gente que se empenha em alterar dicionários.
Poetas, criadores literários, ampliam o uso das palavras. Burocratas, censores, tentam reduzi-lo. O resultado de seu empenho seria, se bem sucedido (jamais será) distópico: um mundo como aquele do 1984 de Orwell.
É preciso reagir. Frear mais esse avanço do absurdo.
- - -
Já havia observado que gostei de associar-me ao Facebook. Abro a página inicial, vejo postagens de poesia de qualidade, imagens, vídeos, áudios. Obviamente, de entremeio a muita coisa que interessa menos. E que ignoro, abstraio. Além disso, o Facebook funciona como serviço: posso divulgar publicações e apresentações, poupando-me de enviar séries de e-mails, que por sua vez me dispensavam de enviar convites pelo correio. E sou achado por leitores … !
Contudo, a existência de censura introduz um desagradável ruído na funcionalidade da rede social. Tratei disso em postagem anterior, http://claudiowiller.wordpress.com/2012/02/25/contra-a-censura-sempre/ , a propósito das imagens dos poetas beat Allen Ginsberg e Peter Orlowsky posando nus, postadas por Rubens Zárate e suprimidas pelo Facebook. Combinamos – por sugestão de Claudio Daniel, Elizabeth Lorenzotti, Máh Luporini e outros colegas – um bombardeio de imagens de nudez e afins, culminando com algo em maior escala a 12 de março, transformado em efeméride contra a censura.
A consequência, por enquanto, foi a retirada pelo Facebook de reproduções de quadros do surrealista belga Paul Delvaux, postadas por Máh Luporini; fotos de nus artísticos, inclusive a consagrada foto de Yoko e John Lennon, por Paula Freitas; outras imagens postadas por Célia Musili; um soneto de Bocage… Isso, e bloqueios temporários das respectivas páginas com advertências de violação dos ‘padrões da “comunidade” do Facebook’, tal como expostos em https://www.facebook.com/communitystandards/ . Para efetuar tal controle, o Facebook emprega “moderadores de conteúdo”, como relatado em http://www1.folha.uol.com.br/tec/1050141-funcionario-revela-cartilha-para-censores-do-facebook.shtml
É censura. Que, nos casos aqui registrados, colide com a legislação brasileira, a começar pela Constituição:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e a propriedade, nos termos seguintes:
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença
Art. 220º A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
Como o Facebook está atuando no Brasil, deve ser enquadrado.
Além disso, as práticas do Facebook são desrespeitosas, ofensivas. Devemos nos recusar a ser tutelados, tratados como incapazes ou algo assim. E subordinar a legislação brasileira aos estatutos de uma corporação multinacional é, evidentemente, intervenção colonialista.
Quando Howl and other poems (Uivo e outros poemas) de Ginsberg foi retirado de circulação, a defesa da obra e de seu editor foi, vitoriosamente, assumida, em um caso que marcou época, por uma entidade, a “American Civil Liberties Union”.
A presente mensagem tem características de garrafa jogada ao mar, com a expectativa de encontrar juristas ou entidades que se disponham a fazer isso (há representação ou sucursal brasileira do Facebook? ou o foro teria que ser lá fora?).
Algumas observações adicionais:
Há precedentes. O episódio da exibição de L’origine du monde (A origem do mundo) de Gustave Courbet, mostrando o que vem antes do ventre de uma mulher, garantida na justiça por um usuário francês e desde então circulando livremente. Para ilustrar como algumas mudanças são lentas: entre a criação desse quadro, de 1866, e sua exposição pública no Musée d’Orsai em Paris, em 1995, passaram-se 129 anos…
Aderir ao Facebook, serviço gratuito, não implicaria aceitar seus termos? Não: sua utilização é fonte de renda, de faturamento em publicidade, determinando o multibilionário valor da rede social. Adesão é um contrato; e contrato algum pode alterar leis ou sobrepor-se a elas. O Facebook só poderia cercear aquelas manifestações expressamente vedadas pela legislação brasileira – felizmente bem liberal, vide a jurisprudência já formada em torno dos debates sobre o uso de “drogas”.
Meios de comunicação, jornais, revistas, emissoras, fazem isso, filtram, selecionam o tempo todo, argumentam alguns. Há diferenças, porém. Nenhum desses veículos se apresenta como sendo comunitário. Neles, o espaço é limitado, justificando seleção e editorialização. Nas redes sociais e ferramentas de busca, o espaço é infinito. Sua utilização e alimentação de conteúdos cabe ao usuário, não à empresa mantenedora (diretamente, nas redes sociais; indiretamente nas ferramentas de busca, que exibem páginas de terceiros). Se não fosse assim, poucos adeririam.
Usuários teriam, em princípio, o direito de não querer ver páginas com fotos de Allen Ginsberg ou quadros de Paul Delvaux. Sim – e podem exercer esse direito, apagando-as de suas páginas e até bloqueando remetentes. Filtragem pessoal não é censura, evidentemente. Na minha casa e nas minhas páginas entra o que eu quiser.
O bombardeio de imagens de nudez e afins está produzindo resultados. A censura do Facebook se tornou errática, confusa (páginas mantidas por mulheres estariam sendo objeto preferencial de intervenção? nas minhas postagens, ninguém mexeu ainda). Com a proliferação dessas postagens, irá tornar-se onerosa; obrigará à contratação de exércitos de censores. Somada à possível intervenção pela via judicial e à multiplicação do escândalo (que certamente repercutirá na imprensa), obrigará o Facebook a ceder.
Avanços na liberdade de expressão são conquistados assim: palmo a palmo.
Nesse momento, há dois grandes temas em debate, relativos ao meio digital. Um, a censura em redes sociais. Outro, as “políticas de privacidade” das ferramentas de busca, provedores de conteúdo e redes sociais. Quanto a esse assunto, se quiserem montar um “perfil” a partir de meus acessos e buscas, para comercializá-lo, então quero comissão… Chamarem a utilização comercial de informações pessoais de “política de privacidade” é, evidentemente, linguagem orwelliana.
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Alberto Gonçalves acadêmico da ARL
Vídeo da posse de Alberto Gonçalves(UBE) na Academia Ribeirão-pretana de Letras,feito por Irene Coimbra (UBE-ARL).
Para curtir os bons momentos
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wn9vZylpH8A#!
por Eliane Ratier, via email do autor
Para curtir os bons momentos
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wn9vZylpH8A#!
por Eliane Ratier, via email do autor
sábado, 10 de março de 2012
Irene Coimbra e os ubeenses em seu programa Ponto e Vírgula
Ribeirão Preto, 09 de março de 2012.
Olá, amigos! Vejam o que vamos mostrar do “Ponto & Vírgula” na TVRP Canal 9 da Net, no inédito de hoje, com reprises até 16 de março:
1o. Bloco
- Curiosidades Literárias e de Outras Áreas: Bate-papo com a Escritora e Presidente do Grupo da Terceira Idade “Boca da Mata de Cajuru”, Maria Conceição da Costa Fonseca
- Dicas de Português.
- O Poeta de Ontem: Guilherme de Almeida – Soneto - “A um Poeta”
Guilherme de Andrade e Almeida, nasceu em Campinas, dia 24 de julho de 1890 e faleceu em São Paulo, dia 11 de julho de 1969. Foi advogado, jornalista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro.
- O Poeta de Hoje: Bosco Esmeraldo – Poema - “Assim é a Pura Amizade”
João Bosco Rolim Esmeraldo, é cearense e reside em Crato/CE. Cursou Ciência da Computação, Ciências Contáveis e Teologia. É aposentado do Serviço Público Federal e Pastor Evangélico. Além de Português, fala Inglês, Espanhol e, razoavelmente, Francês, Hebraico, Italiano e Esperanto. É casado com Rosilande e tem dois filhos, uma filha e duas netas. Tem sete livros escritos e ainda inéditos. Escreve no “Recanto das Letras” usando também o pseudônimo de OD LAREMSE M PETERSON.
2o. Bloco
Li e Gostei
Regina de Luca Baldini, fala do livro “Fragmentos de uma Vida” de Dr. Carlos Roberto Ferriani.
Dr. Ferriani é cirurgião plástico, escritor, poeta, palestrante, secretário da ALR, membro da ALARP e UBE, entre outros.
Regina é escritora e membro da UBE. Participa do programa “Tribuna Cidadã” da Jane, na TVRP Canal 9 – Net, das 10h30 às 11h30, todas as terças-feiras, com o quadro “Ética e Etiqueta no Trabalho”, entrevistando profissionais da área empresarial e divulgando vagas de emprego em Ribeirão Preto.
Ouvi e Gostei
“Rosa” de Pixinguinha na voz de Verônica Ferriani
O programa está maravilhoso! Não podem perder!
Um forte abraço a todos.
Irene
PS: Para os que moram fora de Ribeirão Preto ou não são assinantes da Net, poderão ver o “Ponto & Vírgula” pelo site WWW.tvrpcanal9.com.br nos horários abaixo:
Inéditos: todas as sextas-feiras as 22h30, com reprises: sábados=16h30; domingos=17h30; terças=13h30; quartas=23h; além de horários alternativos.
Para ver os programas anteriores do “Ponto & Vírgula” é só clicar no link: http://www.youtube.com/user/irenecoimbrarp
Olá, amigos! Vejam o que vamos mostrar do “Ponto & Vírgula” na TVRP Canal 9 da Net, no inédito de hoje, com reprises até 16 de março:
1o. Bloco
- Curiosidades Literárias e de Outras Áreas: Bate-papo com a Escritora e Presidente do Grupo da Terceira Idade “Boca da Mata de Cajuru”, Maria Conceição da Costa Fonseca
- Dicas de Português.
- O Poeta de Ontem: Guilherme de Almeida – Soneto - “A um Poeta”
Guilherme de Andrade e Almeida, nasceu em Campinas, dia 24 de julho de 1890 e faleceu em São Paulo, dia 11 de julho de 1969. Foi advogado, jornalista, crítico de cinema, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro.
- O Poeta de Hoje: Bosco Esmeraldo – Poema - “Assim é a Pura Amizade”
João Bosco Rolim Esmeraldo, é cearense e reside em Crato/CE. Cursou Ciência da Computação, Ciências Contáveis e Teologia. É aposentado do Serviço Público Federal e Pastor Evangélico. Além de Português, fala Inglês, Espanhol e, razoavelmente, Francês, Hebraico, Italiano e Esperanto. É casado com Rosilande e tem dois filhos, uma filha e duas netas. Tem sete livros escritos e ainda inéditos. Escreve no “Recanto das Letras” usando também o pseudônimo de OD LAREMSE M PETERSON.
2o. Bloco
Li e Gostei
Regina de Luca Baldini, fala do livro “Fragmentos de uma Vida” de Dr. Carlos Roberto Ferriani.
Dr. Ferriani é cirurgião plástico, escritor, poeta, palestrante, secretário da ALR, membro da ALARP e UBE, entre outros.
Regina é escritora e membro da UBE. Participa do programa “Tribuna Cidadã” da Jane, na TVRP Canal 9 – Net, das 10h30 às 11h30, todas as terças-feiras, com o quadro “Ética e Etiqueta no Trabalho”, entrevistando profissionais da área empresarial e divulgando vagas de emprego em Ribeirão Preto.
Ouvi e Gostei
“Rosa” de Pixinguinha na voz de Verônica Ferriani
O programa está maravilhoso! Não podem perder!
Um forte abraço a todos.
Irene
PS: Para os que moram fora de Ribeirão Preto ou não são assinantes da Net, poderão ver o “Ponto & Vírgula” pelo site WWW.tvrpcanal9.com.br nos horários abaixo:
Inéditos: todas as sextas-feiras as 22h30, com reprises: sábados=16h30; domingos=17h30; terças=13h30; quartas=23h; além de horários alternativos.
Para ver os programas anteriores do “Ponto & Vírgula” é só clicar no link: http://www.youtube.com/user/irenecoimbrarp
quinta-feira, 8 de março de 2012
Madrugada Literária-Espaço "A Coisa" parceria UBE-RP- 10 de março
Amigos, o espaço "A Coisa", rua Amador Bueno 1300, abre suas portas para os escritores da cidade, numa parceira com a UBE, para o sarau da madrugada, à partir deste sábado, 10 de março.
Todos estão convidados.
Lucas Arantes comanda a festa , é só procurar por ele.
A Coisa
Amador Bueno 1300
fone 38777211
**
Madrugadas Literárias no Espaço A Coisa
Ao término das apresentações de sábados, com apresentações intercaladas de teatro e dança, inicia-se as Madrugadas Literárias, sempre coordenadas por algum membro do Espaço A Coisa e/ou convidados, que convoca o público para subir ao palco a manifestar a sua poesia, a poesia de outro, um texto, uma canção, performance ou qualquer manifestação autêntica. Venha e socialize a sua poesia, seja ela como for.
Os saraus literários que começam agora, a partir do dia 10 de março, na madrugada dos sábados, dentro do Espaço Cultural A Coisa, possuem inspiração nas diversas animações literárias que ocorrem de norte a sul no país: Porto Alegre (sarau elétrico, mistura música e literatura em um bar na capital gaúcha), Recife (sarau plural, aberto a declamações de poemas, músicas e interpretações teatrais) Bahia (saraus levados até as salas de aula), Rio de janeiro (Corujão da Poesia) e São Paulo.
Na capital paulista, se alguém quiser frequentar um sarau literário qualquer dia da semana terá onde ir. São contabilizados 64 saraus realizados de forma regular na capital paulista e no estado de São Paulo segundo Frederico Barbosa, diretor da casa das Rosas, um importante centro cultural paulistano. Um poeta aclamado em saraus foi Gregório de Mattos, que nunca publicou um livro. As pessoas guardavam seus poemas na memória, quando ele se apresentava.
Nos saraus, o público é estimulado a participar com obras próprias ou de autores consagrados, de sua preferência.
O crescimento do número de saraus em todo o país, coincidem com o retorno democrático no acesso a cultura e aos bens culturais. As pessoas estão lendo mais e as editoras publicando mais.
No Rio de Janeiro um local importante que congrega encontros literários é a Biblioteca nacional. Segundo Galeno Amorim, presidente da fundação Biblioteca Nacional, os saraus são uma maneira de expandir as opções culturais na capital carioca.
Para os integrantes do Espaço A Coisa, de Ribeirão Preto, o grande objetivo dessa “leitura ao vivo” é o de agregar as pessoas, atrair a atenção de gente que não está habituadas a esse tipo de evento e através desses diversos registros artísticos que compõe o cenário da nossa história, dar vida a cultura que armazenamos.
Madrugadas Literárias no Espaço A Coisa
Dias 10, 17 e 31 de março
Sábados a partir das 1h da manhã
Entrada gratuita
Antes das Madrugadas Literárias ocorrem apresentação de teatro ou dança. Confira a nossa agenda:
Dia 10, às 23h59, espetáculo teatral Horácio, do dramaturgo Heiner Muller. Ingresso: R$ 10.
Dia 17, às 23h59, espetáculo de dança contemporânea Saco Cheio. Ingresso: R$ 10.
Dia 31, às 23h50, espetáculo teatral HadeusHaTodososDeuses. Ingresso: R$ 10.
Todos estão convidados.
Lucas Arantes comanda a festa , é só procurar por ele.
A Coisa
Amador Bueno 1300
fone 38777211
**
Madrugadas Literárias no Espaço A Coisa
Ao término das apresentações de sábados, com apresentações intercaladas de teatro e dança, inicia-se as Madrugadas Literárias, sempre coordenadas por algum membro do Espaço A Coisa e/ou convidados, que convoca o público para subir ao palco a manifestar a sua poesia, a poesia de outro, um texto, uma canção, performance ou qualquer manifestação autêntica. Venha e socialize a sua poesia, seja ela como for.
Os saraus literários que começam agora, a partir do dia 10 de março, na madrugada dos sábados, dentro do Espaço Cultural A Coisa, possuem inspiração nas diversas animações literárias que ocorrem de norte a sul no país: Porto Alegre (sarau elétrico, mistura música e literatura em um bar na capital gaúcha), Recife (sarau plural, aberto a declamações de poemas, músicas e interpretações teatrais) Bahia (saraus levados até as salas de aula), Rio de janeiro (Corujão da Poesia) e São Paulo.
Na capital paulista, se alguém quiser frequentar um sarau literário qualquer dia da semana terá onde ir. São contabilizados 64 saraus realizados de forma regular na capital paulista e no estado de São Paulo segundo Frederico Barbosa, diretor da casa das Rosas, um importante centro cultural paulistano. Um poeta aclamado em saraus foi Gregório de Mattos, que nunca publicou um livro. As pessoas guardavam seus poemas na memória, quando ele se apresentava.
Nos saraus, o público é estimulado a participar com obras próprias ou de autores consagrados, de sua preferência.
O crescimento do número de saraus em todo o país, coincidem com o retorno democrático no acesso a cultura e aos bens culturais. As pessoas estão lendo mais e as editoras publicando mais.
No Rio de Janeiro um local importante que congrega encontros literários é a Biblioteca nacional. Segundo Galeno Amorim, presidente da fundação Biblioteca Nacional, os saraus são uma maneira de expandir as opções culturais na capital carioca.
Para os integrantes do Espaço A Coisa, de Ribeirão Preto, o grande objetivo dessa “leitura ao vivo” é o de agregar as pessoas, atrair a atenção de gente que não está habituadas a esse tipo de evento e através desses diversos registros artísticos que compõe o cenário da nossa história, dar vida a cultura que armazenamos.
Madrugadas Literárias no Espaço A Coisa
Dias 10, 17 e 31 de março
Sábados a partir das 1h da manhã
Entrada gratuita
Antes das Madrugadas Literárias ocorrem apresentação de teatro ou dança. Confira a nossa agenda:
Dia 10, às 23h59, espetáculo teatral Horácio, do dramaturgo Heiner Muller. Ingresso: R$ 10.
Dia 17, às 23h59, espetáculo de dança contemporânea Saco Cheio. Ingresso: R$ 10.
Dia 31, às 23h50, espetáculo teatral HadeusHaTodososDeuses. Ingresso: R$ 10.
quarta-feira, 7 de março de 2012
O que a União Brasileira de Escritores pode fazer por mim? de Valdeck, núcleo Salvador
O QUE A UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES PODE FAZER POR MIM novo!
Escrevo poesias desde os doze anos e somente aos trinta e nove consegui publicar o primeiro livro. Nesse meio tempo amarguei uma longa espera pela promessa de uma secretaria de cultura do interior da Bahia até que, mais de vinte anos após, resolvi editar minha obra por conta própria. Meu lema é “correr na frente, pois quem corre atrás chega por último”. Depois do primeiro livro e de me integrar com outros poetas e escritores, fui conhecendo melhor a caminhada, reconhecendo o percurso e tentando retirar pedras do caminho.
Em qualquer jornada, entretanto, a gente encontra com bons e maus companheiros. Alguns te acompanham pelo resto da vida; outros só estão dispostos a compartilhar os momentos de glória e aplausos; e mais alguns desistem na primeira esquina, na primeira topada. A sobrevivência é mais urgente que literatura, poesia, coisa de quem já encheu a barriga. No entanto, sem a arte o mundo seria um deserto, as relações sociais seriam frágeis e as consequências são imprevisíveis.
Previsível, porém, é a queixa de todos nós, sejamos escritores, poetas, políticos. Cada um quer ganhar um espaço, alcançar o sucesso mas, nem sempre a cooperação e a solidariedade, junto com a boa vontade e o espírito de conjunto nos move para tal. Esse é, talvez, o maior entrave e a maior dificuldade a ser vencida por quem se junta a um grupo que luta por interesses comuns. Assim eu me senti quando resolvi me associar à União Brasileira de Escritores – UBE.
A primeira pergunta que me veio à mente foi: “O que a UBE pode fazer por mim?”. Após alguns anos esperando colher os frutos que não plantei, parti para a ofensiva: participar de eventos, trocar informações, intercambiar experiências, ir aos encontros, simpósios, mesas redondas, seminários, congressos e afins. Além disso, busquei criar e construir possibilidades, me aliar e me associar a tantos quantos fossem os grupos de escritores, poetas, repentistas, cordelistas, artistas da palavra. O resultado é pequeno, ainda, mas agora eu tento mudar o fluxo da maré, levando minha contribuição ao grupo.
Em 2011, depois de participar do Congresso Brasileiro de Escritores, em Ribeirão Preto-SP e ver o afinco e garra com que os diretores e conselheiros da UBE trabalham em prol do bem comum e das conquistas inclusivas eu mudei a pergunta: “O que eu posso fazer pela União Brasileira de Escritores?”.
* Valdeck Almeida de Jesus é jornalista, escritor e poeta. Site pessoal www.galinhapulando.com – E-mail: poeta.baiano@gmail.com
http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=3516243
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=49746
publicado aqui: http://portal.comunique-se.com.br/index.php/materia-prima/categoria/cultura/o-que-a-uniao-brasileira-de-escritores-pode-fazer-por-mim.html
domingo, 4 de março de 2012
Feira do Livro Ribeirão Preto, 2012, notícias
Amigos, como coordenadora do Núcleo da UBE- RP participei de duas reuniões de organização da Feira do Livro de Ribeirão Preto 2012 e apresento aqui um breve relato para que todos possam tomar ciência.
A Feira do Livro acontecerá de 24 de maio a 03 de junho de 2012 e tem como homenageados, a Inglaterra, o estado do Espírito Santo e os autores Graciliano Ramos, Paulo Freire, Thalita Rebouças e Alexandre Azevedo.
A primeira reunião aconteceu em fevereiro, nos estúdios Kaiser, coordenada por Heliana Palocci.
Desta reunião destaco os seguintes tópicos:
- A organização da Feira pede sugestões de nomes de autores a serem convidados para o evento, pelo email da Guará: guaracyama@feiradolivroribeirao.com.br,
- O Centro Cultural Palace pretende ser o espaço dos autores locais, sua gestora, Meire, deseja colocar no espaço do café um microfone sempre disponível para declamações, além de continuar disponibilizando as instalações do Palace para apoio à Feira
- A Oficina Cultural Cândido Portinari, Fatu Antunes, prepara exposição sobre Graciliano Ramos, um dos homenageados da Feira
- Dr Verri está capitaneando um projeto de homenagem a autores falecidos ou com mais de 65 anos
- os autores locais terão espaço para 20 salões de idéias, todos os dias manhã e tarde e 10 "NOssa Aldeia" onde um escritor terá seu texto lido por atores. Estes eventos estão sendo coordenados pelo dr Nelson Jacintho- njacinto@convex.com.br - num movimento de escritores que tem se reunido periodicamente.
Segunda reunião.
A segunda reunião aconteceu neste último dia 01 de março e contou com mais colaboradores.
Desta reunião destaco os seguintes pontos:
- foi anunciado que a Feira terá visitadores que irão às escolas para estimular a participação de toda a comunidade na Feira e nos concursos por ela promovidos, que já estão com as inscrições abertas. Informações no site www.feiradolivroribeirao.com.br
- foi pedido urgência na organização dos eventos para que a programação impressa seja realizada o mais rápido possível visando uma divulgação com antecedência, portanto fiquem atentos às reuniões que estão sendo marcadas.
Por enquanto é isso.
Com meu abraço, Eliane Ratier
A Feira do Livro acontecerá de 24 de maio a 03 de junho de 2012 e tem como homenageados, a Inglaterra, o estado do Espírito Santo e os autores Graciliano Ramos, Paulo Freire, Thalita Rebouças e Alexandre Azevedo.
A primeira reunião aconteceu em fevereiro, nos estúdios Kaiser, coordenada por Heliana Palocci.
Desta reunião destaco os seguintes tópicos:
- A organização da Feira pede sugestões de nomes de autores a serem convidados para o evento, pelo email da Guará: guaracyama@feiradolivroribeirao.com.br,
- O Centro Cultural Palace pretende ser o espaço dos autores locais, sua gestora, Meire, deseja colocar no espaço do café um microfone sempre disponível para declamações, além de continuar disponibilizando as instalações do Palace para apoio à Feira
- A Oficina Cultural Cândido Portinari, Fatu Antunes, prepara exposição sobre Graciliano Ramos, um dos homenageados da Feira
- Dr Verri está capitaneando um projeto de homenagem a autores falecidos ou com mais de 65 anos
- os autores locais terão espaço para 20 salões de idéias, todos os dias manhã e tarde e 10 "NOssa Aldeia" onde um escritor terá seu texto lido por atores. Estes eventos estão sendo coordenados pelo dr Nelson Jacintho- njacinto@convex.com.br - num movimento de escritores que tem se reunido periodicamente.
Segunda reunião.
A segunda reunião aconteceu neste último dia 01 de março e contou com mais colaboradores.
Desta reunião destaco os seguintes pontos:
- foi anunciado que a Feira terá visitadores que irão às escolas para estimular a participação de toda a comunidade na Feira e nos concursos por ela promovidos, que já estão com as inscrições abertas. Informações no site www.feiradolivroribeirao.com.br
- foi pedido urgência na organização dos eventos para que a programação impressa seja realizada o mais rápido possível visando uma divulgação com antecedência, portanto fiquem atentos às reuniões que estão sendo marcadas.
Por enquanto é isso.
Com meu abraço, Eliane Ratier
sábado, 3 de março de 2012
Menalton Braff e o lançamento de Tapete de Silêncio, em São Paulo, 01 de Março, Barretos, 03 de Março, Ribeirão Preto, 05 de Março e Araraquara, 06 de março
Menalton Braff lança seu mais novo romance Tapete de Silêncio.
1º DE MARÇO: SÃO PAULO
A partrir das 18h0 na Martins Fontes da Avenida Paulista
3 DE MARÇO; BARRETOS
Feira do livro
5 DE MARÇO: RIBEIRÃO PRETO
A partir das 19h, no saguão do Stream Palace , na Rua
General Osório
6 DE MARÇO: ARARAQUARA
A partir das 19h30, no "Anfiteatro A" da Unesp
por Eliane Ratier.
fonte: página virtual do autor
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